terça-feira, 13 de março de 2018

Tropeiros da região


Candido Severiano Maia

Coronel Candido Severiano Maia

O Coronel Candido Severiano Maia, também conhecido como “Coronel Candóca” nasceu na cidade de Lages – Santa Catarina, filho de José da Maia e Ignês Coelho,  teve pelo menos mais três irmãos, entre eles Manuel Severiano Maia e o famoso José Severiano Maia, o qual também tinha a patente de Coronel da Guarda Nacional, sendo um grande fazendeiro na cidade de Mafra – Santa Catarina, exercendo o cargo de prefeito e deputado.
O Coronel Candoca foi considerado por muitos como o maior tropeiro da nossa região, chegando em Capão Bonito no ano de 1912, onde adquiriu a Fazenda Santa Inês, hoje atual propriedade da Fibria Celulose,  tinha uma personalidade forte e marcante, estatura alta e com uma fisionomia daqueles legítimos gauchos descendentes dos primeiros colonizadores do Sul do brasil, deixou uma grande influência cultural na região durante os quarenta anos que permaneceu por aqui, passava a maior parte do tempo na sua fazenda onde administrava pessoalmente, sempre em traje gaucho, montava seu cavalo percorrendo as invernadas. 
Nos primeiros anos possuía uma serraria qual foi abastecida pela abundância de araucárias que havia na região, mais o forte sempre foi a criação de cavalos e o gado de corte, trouxe muitas tropas do Sul, forneceu cavalos para a “Força Pública de São Paulo” atual Policia Militar e para diversas regiões do estado.

Segundo os meus tios, a sede da fazenda era uma construção de madeira estilo catarinense e próximo da sede da fazenda havia o “galpão” local onde a peãozada ficava alojada, e ja nas primeiras horas da manhã já se via o Candóca em pé preparando o seu tradicional chimarrão, assim era a rotina da época, os seus empregados embarcavam no trem em Buri indo de encontro com a tropa que vinha do sul, encontravam-se em determinado ponto da estrada e dali em diante seguiam viagem rumo a Capão Bonito onde as tropas ficavam por tempo indeterminado até recuperarem-se da longa viagem, após esse período os animais eram vendidos pela região de Laranjal Paulista, Cerquilho, Conchas e Piracicaba
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Sede da Fazenda Santa Inês em Julho de 1987 pouco antes de ser demolida 
(Fonte: História e Memória da Fazenda Santa Inês)


Timbre de carta do Coronel Candóca


Após o falecimento de sua primeira esposa casou-se pela segunda vez com a professora Albertina Ribas de Itapetininga, onde viveu parte do tempo que não estava na fazenda, possuía uma casa na esquina da Rua Julio Prestes com a Rua Campo Sales, centro de Itapetininga, como cidadão Itapetiningano teve papel fundamental na criação da Associação dos Comerciantes de Itapetininga e região, sendo seu primeiro presidente no período de 1933/1937.

Casa estilo neocolonial do Coronel Candóca em Itapetininga, demolida em 2008
No ínicio da década de 50 vende a Fazenda Santa Inês para a empresa Votorantim, e muda-se para a Vila Madalena em São Paulo onde passou os seus últimos dias de vida. 

Texto: Pedro Antonio Junior 

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