domingo, 2 de março de 2014

A Sociedade mineira do Arraial de Paranapanema

A colonização do Vale do Ribeira e os municípios de Capão Bonito, Guapiara e Ribeirão Grande tiveram suas origens na mineração colonial do século XVIII, mas também não podemos esquecer que o fluxo de Tropas de muares vindas do Sul rumo as feiras de Sorocaba, tiveram uma grande influência na cultura e na economia da região. A noticia da descoberta do ouro alcançou o velho continente atraindo pessoas de diferentes partes do Brasil e do mundo em busca de riquezas, esse público desbravador das florestas montanhosas da Serra de Paranapiacaba dividia-se basicamente em dois diferentes grupos de pessoas, o lado técnico que correspondia aos mineradores de lavras  e os mineiros de faiscação que era o lado sócioeconômico.

  • As lavras eram as extrações de grande porte, as quais exigiam maior investimento de capital, eram estabelecimentos fixos, (arraiais) dispondo de mão de obra escrava e algumas ferramentas, neste tipo de mineração eram empregadas várias técnicas como construções de canais, aquedutos, pequenas minas subterrâneas entre outras exigindo um certo conhecimento do assunto. A lavra foi o tipo de extração mais freqüente na fase áurea da mineração.

Escravos  nas lavras (Lavagem do Ouro - Rugendas)

  • A faiscação ou faisqueira eram pequenas extrações, feitas por homens livres nômades, e de poucos recursos que excepcionalmente poderia contar com ajudantes, era uma atividade realizada normalmente nas areias dos rios ou riachos, esse trabalho era realizado basicamente com uso de bateias. Há indícios de que a faiscação tenha permanecido até meados do século XIX na nossa região.

Ilustração faiscadores

Faicadores de Ouro, 1938 (Portinari)





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